AMLbot publicou um relatório baseado em dados comparando os congelamentos de stablecoins da Tether e da Circle entre 2023 e 2025. Nesse período, a Tether congelou aproximadamente US$3,3 bilhões em USDT — enquanto a Circle congelou cerca de 30 vezes menos, aproximadamente US$109 milhões.
Essa parte não me surpreendeu. Já escrevi sobre congelamentos de USDT muitas vezes antes.
Mas outro detalhe chamou minha atenção. Segundo a AMLbot, a Circle só congelou endereços quando exigido por tribunais ou reguladores. O relatório não traz confirmação equivalente para a Tether.
Para ser justo, a Tether afirmou abertamente no passado que pode adotar uma abordagem proativa ao congelar ativos.
O que acho mais curioso é outra coisa: apesar de congelar bilhões de dólares, nenhum dos principais clientes da Tether — os mesmos que alocam bilhões para cunhar novos USDT todo ano — solicitou emissões em protocolos de ativos baseados em Bitcoin mais recentes, como Taproot Assets ou RGB, ambos suportados pela Tether desde o início deste ano.
Esses protocolos tornam os congelamentos de ativos significativamente mais difíceis. Ainda assim, a julgar pelos dados, a proteção contra congelamentos não parece ser procurada. A própria página de transparência da Tether confirma que nenhum USDT foi emitido em Taproot Assets ou RGB nos últimos meses.
Da mesma forma, a Liquid Network — outra blockchain onde stablecoins não podem ser facilmente congeladas — também não ganhou muita tração entre os detentores de Tether.
Dito isso, se a resistência a congelamentos de ativos é importante para você, aqui vai um lembrete: USDT na Liquid tem suporte total para swaps em rabbit.io.