A Opera, a empresa por trás do navegador, pediu aos desenvolvedores da blockchain Celo 27% do suprimento circulante de tokens CELO. É uma ação altamente incomum. Vamos analisar para entender o que a torna tão fora do comum.
A Opera existe em várias versões, e a mais leve é o Opera Mini, projetado para dispositivos móveis de baixo custo. Como outras versões do navegador, inclui uma carteira cripto integrada. Mas essa carteira em particular - MiniPay - funciona com apenas uma blockchain: a Celo. Em troca, a Opera vinha recebendo pagamentos regulares em moeda fiduciária dos desenvolvedores da Celo.
E agora, inesperadamente, a Opera está disposta a abrir mão desse fiat e, em vez disso, pede os tokens nativos da blockchain. O que sugere que, neste momento, os tokens CELO são mais interessantes para a Opera do que o próprio dinheiro. Então, o que exatamente eles veem nesses tokens?
Segundo a CoinDesk, a decisão está ligada ao sucesso do MiniPay. A Opera vê milhões de usuários e centenas de milhões de transações passando por ele. Isso implica tração real — e potencial real — tanto para a blockchain quanto para seu token nativo.
Em um momento em que o capital institucional tem saído das principais criptomoedas, essa história soa inesperadamente otimista. Sugere que ainda existem projetos cripto que as pessoas realmente usam — e não apenas usuários de nicho, mas um público mais amplo e mainstream.
E mais uma coisa: CELO está disponível para troca com as melhores taxas em Rabbit.io — sem cadastro, sem limites. (Então, Opera, se a Celo recusar seu pedido e você por acaso tiver outra cripto, você sempre pode trocá‑la por CELO conosco.)