De acordo com dados mostrados pelo Cointelegraph, mais americanos possuem bitcoin do que ouro.
A princípio, isso parece plausível. O bitcoin é simplesmente mais fácil de manter. É mais líquido, mais fácil de transferir e, em muitos aspectos, mais prático. Além disso, o ouro em si já foi tokenizado há anos. Se alguém quer exposição ao ouro como reserva de valor, já não precisa lidar com o metal físico. No rabbit.io, por exemplo, os usuários frequentemente trocam BTC ou outros criptoativos por PAXG ou XAUT.
Portanto, a ascensão das criptomoedas está fazendo duas coisas ao mesmo tempo: aumentando o número de detentores de bitcoin e, ao mesmo tempo, reduzindo o número de pessoas que optam por comprar ouro diretamente.
Mas há uma pergunta que não me sai da cabeça: e quanto a todo o ouro que os americanos já possuíam antes mesmo de as criptomoedas existirem?
Tenho dificuldade em acreditar que isso simplesmente desapareceu da equação. Na maioria das famílias — mesmo nas relativamente modestas — há pelo menos algum ouro na forma de joias, muitas vezes transmitidas de geração em geração.
É por isso que os números do Cointelegraph parecem questionáveis. Parece que eles podem estar ignorando completamente a forma mais difundida de posse de ouro. Não encontro outra explicação para um resultado tão contraintuitivo.